O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Jurandir Gonçalves André, convocou uma reunião para hoje à tarde com representantes da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) para discutir a segurança do Autódromo Internacional Ayrton Senna. Na tarde de anteontem, Cléverson Luiz Santos Pereira, de 23 anos, foi baleado na frente do autódromo, que abrigou durante o fim de semana uma etapa da Fórmula Truck.
Segundo o delegado, ''alguma coisa'' tem que ser feita para melhorar as condições de segurança do local. ''Quando começam a ocorrer crimes num evento como este, é evidente que algo está errado'', afirmou. A reunião será realizada hoje às 15 horas na 10 SDP, com a presença do diretor-presidente da FEL, Marival Mazzio.
Mazzio explicou que a partir do momento em que é assinado o contrato para a realização de um evento, o empreendedor torna-se responsável por todas as providências exigidas, como obtenção de alvarás e contratação de uma empresa de segurança que tenha aval da polícia federal. ''Nós apenas disponibilizamos o local. Todos os cuidados necessários à segurança estão previstos no documento.''
Jefer Favoretto, um dos diretores da King Truck Show, que organizou o evento, disse que a empresa providenciou toda a documentação necessária, além de requisitar a presença da polícia militar e contratar uma empresa de segurança interna. ''Em relação a bebidas alcoólicas, só vendemos cerveja, como é de praxe.'' Favoretto argumentou, porém, que a segurança do autódromo fica prejudicada pela ausência de muros nos fundos do local. ''A polícia trabalhou bem e agiu rapidamente em todas as situações, mas infelizmente há coisas que fogem ao nosso controle'', argumentou.
O sub-comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), capitão Altivir Cieslak, informou que o número de policiais convocados para fazer a segurança do evento foi suficiente. ''Destinamos 63 policiais, 25% a mais que no ano passado.'' Além da ausência de muros, ele destacou que a facilidade em entrar com carros no local dificulta o controle de bebidas e armas de fogo.
Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU) Cléverson Pereira foi submetido a cirurgia e o seu estado de saúde é regular. A irmã dele, Alexandra Santos Pereira, 30 anos, esteve na 10 SDP e contou que, segundo relatos de amigos de seu irmão, uma briga teve início perto de onde Pereira estava. Ela disse que alguns homens teriam começado a agredi-lo e que entre três e quatro tiros foram disparados. (Colaborou Carolina Vicentini)

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