Representantes da Infraero e da prefeitura se reúnem hoje para discutir detalhes técnicos que viabilizem a instalação do Instrument Landing System (ILS) no Aeroporto de Londrina. O encontro será realizado na prefeitura, às 14 horas. O debate sobre as providências necessárias para viabilizar a implantação se arrasta por vários anos. O principal ponto de discussão é a disponibilidade de recursos para desapropriação de terras ao redor da pista do aeroporto, necessária para a implantação do aparelho.
A administração municipal reivindica apoio da Infraero para custear a desapropriação. De acordo com o coordenador de navegação aérea do Aeroporto de Londrina, Carlos Alberto Souza e Silva, a Infraero está disposta a negociar a ajuda financeira.
Na área de segurança necessária para instalação do ILS, estão construídos hoje a empresa Carambeí, parte do prédio de uma escola e uma caixa d'água. O secretário de Obras, Aloysio Crescentino Freitas, disse que a prefeitura pretende tomar as medidas necessárias para desobstruir a área para a montagem do ILS. ''As negociações demoram porque são muitos lotes, que pertencem a mais de 80 proprietários'', declarou. ''Não falta vontade política. Existem empecilhos técnicos que atrasam a definição das desapropriações'', completou.
O ILS é utilizado para orientar pousos em condições climáticas adversas. Para Silva, o equipamento é importante para o setor econômico da cidade. De acordo com dados da Infraero, o Aeroporto de Londrina teve 90 vôos cancelados até 22 de abril. No inverno, a tendência é dobrar o número de cancelamentos. Nos anos de 2001 e 2002, respectivamente, foram 237 e 186 vôos suspensos. Os cancelamentos ocorreriam em menor escala com o aparelho.
Após a definição dos ajustes técnicos, a Infraero deverá entrar em licitação internacional para compra do equipamento, que custa cerca de US$ 1 milhão. A previsão da Infraero é que o ILS esteja funcionando no prazo de um ano e meio.

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