Prefeitos, secretários de meio ambiente e secretários de saúde de pouco mais de 20 municípios do Norte do Estado reuniram-se na tarde de ontem no auditório do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) para relatar ao Ministério Público (MP) como está sendo tratada a questão do gerenciamento e manejo dos resíduos sólidos. Reuniões semelhantes estão sendo realizadas a cada três meses, e são convocadas pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Meio Ambiente do Paraná.
  Foram convocados todos os 26 municípios que pertencem à região do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Londrina. Os representantes das cidades falaram das providências para diminuir o impacto ambiental causado pelo lixo. ‘‘Não basta que todos tenham aterro sanitário. É preciso também implementar serviços que diminuam estes impactos negativos, como por exemplo a coleta seletiva’’, lembrou a promotora do Meio Ambiente Solange Vicentin.
  Segundo a promotora, o objetivo ‘‘é saber se pelo menos o mínimo do que está previsto na legislação ambiental está sendo cumprido, para no futuro exigirmos o máximo’’. Os principais pontos previstos na lei, explicou, são os que dizem respeito à destinação correta dos resíduos, compostagem do lixo orgânico e destinação dos materiais recicláveis.
  Na opinião do coordenador do Centro de Apoio, o procurador de justiça Saint Clair Santos, os municípios estão evoluindo, mas não no ritmo que o MP esperava. ‘‘Trata-se de um modelo novo de gestão e é normal que tenham dificuldades.’’ Santos informou que a região mais evoluída nesta questão é a de União da Vitória, no Sul do Estado.
  Na próxima reunião cada município deverá apresentar planos de arborização urbana e de recuperação de matas ciliares. Além disso, os representantes de Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina) ainda terão que apresentar o resultado de uma auditoria independente para avaliar os problemas relacionados ao meio ambiente. O município foi sorteado, ao final da reunião de ontem, para realizar a auditoria.

mockup