Moradores de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) e movimentos ligados aos diretos humanos se reuniram ontem em audiência pública com representantes da Secretaria de Justiça para pedir mais segurança. Eles estão assustados com a onda de assassinatos de mulheres na periferia das cidades. Nos últimos 12 meses, foram 11 mortes violentas, o que dá uma média de quase um crime por mês.

Dois assassinatos ocorreram ao longo desta semana. Os corpos das vítimas foram encontrados na quarta e na sexta-feira por policiais civis. O caso que mais chamou atenção foi da curitibana Cleide Mara Pockrandt, 36 anos, que estava desaparecida há 12 dias. O corpo foi encontrado em um matagal numa chácara.

O delegado Rogério Haisi disse não acreditar que as mortes tenham sido cometidas por uma mesma pessoa, um serial killer. Segundo o delegado, há características diferentes entre os crimes.

O mistério que tem envolvido as mortes e a falta de solução em boa parte dos casos fizeram com que a população se mobilizasse e criasse o Movimento Popular S.O.S Tranqueira Pela Paz em Almirante Tamandaré.

O presidente do movimento, George Luiz Barbosa, cobra do Estado mais segurança. ''Falta investimentos em segurança, faltam ruas iluminadas, falta transporte coletivo. Há um total descaso das autoridades'', protestou ontem. Ele disse que a região é conhecida pela violência e por abrigar até desmanches de carros roubados, mas ''ninguém faz nada''.

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