Pressionada pelo Ministério Público, a Prefeitura decidiu se mobilizar. Ontem, o diretor de saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Maurício Barros, garantiu que no início da próxima semana deverá ser realizada uma reunião entre Vigilância Sanitária, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Secretaria da Fazenda e Assessoria Jurídica para discutir quais ações deverão ser tomadas sobre o comércio de espetinhos em postos de combustíveis.
Barros argumentou que não tinha tomado conhecimento do pedido de informações feito pela promotora Solange Vicentin mas afirmou que tudo será respondido até a semana que vem. ''A partir da reunião, vamos ver o que será possível fazer'', assegurou.
O chefe do setor de vistorias do Corpo de Bombeiros em Londrina, tenente Roberto Geraldo Coelho, assegurou que os donos de postos geralmente fazem as readequações exigidas pelas vistorias anuais. Mas avaliou que o comércio de churrasquinhos trouxe implicações novas à segurança destes ambientes por envolver outros clientes, muitos deles fumantes, que às vezes ficam muito mais próximos das bombas do que a distância mínima recomendável de 7,5 metros. ''O risco é que pode haver ponto de ignição (isqueiro ou fósforo por exemplo) próximo à bomba. O perigo aumenta em caso de vazamento.''

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