Os 71 membros do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) devem definir hoje, em reunião ordinária, o cronograma das eleições para reitor. Com a paralisação dos servidores, que durou 169 dias, o processo eleitoral atrasou em quase três meses e o mandato do reitor Pedro Gordan se encerra em 9 de junho deste ano.
Gordan foi empossado em agosto do ano passado, depois da exoneração do ex-reitor Jackson Proença Testa. Agora, os conselheiros precisam definir se o cronograma será agilizado ou se o mandato do atual reitor poderá ser prorrogado por mais alguns meses. Pelo cronograma normal, as chapas deveriam ter sido formadas até março, o primeiro turno realizado em abril e o segundo em maio. Em junho, haveria a posse do novo reitor.
Além das eleições para a escolha do próximo reitor, Gordan antecipou que o Conselho também terá de deliberar sobre as eleições para as chefias de departamentos. Os mandatos expiraram em novembro de 2001 mas a greve inviabilizou a realização do pleito para preenchimento desses cargos.
Outro ítem da pauta de hoje do Conselho será a análise do resultado das investigações das comissões processantes criadas para apurar irregularidades cometidas durante a administração de Testa. Todas as nove comissões já encerraram a fase de apuração, mas apenas quatro serão avaliadas pelos conselheiros.
Em relação à limpeza e recuperação do campus da UEL, Gordan precisou que os trabalhos, que começaram na segunda-feira, continuarão durante os próximos dias. Ontem, o fundador presidente da Folha, João Milanez, lançou a proposta da campanha ‘‘Um Dia de Amor pela UEL’’, que pretende buscar o apoio dos diversos segmentos da comunidade para ajudar no reordenamento do campus.
O governador Jaime Lerner (PFL) se reuniu no final da tarde de ontem, no Palácio Iguaçu, com lideranças empresariais e representantes da sociedade civil organizada de Cascavel, Maringá e Londrina para agradecer o apoio dado durante a greve. Em contrapartida, os empresários elogiaram a solução apresentada pelo governo para o fim do movimento e se comprometeram a apoiar a avaliação do projeto de autonomia universitária.
Para discutir o projeto de autonomia do governo do Estado iria acontecer uma audiência pública no dia 11, na Assembléia Legislativa, em Curitiba, mas o debate foi adiado. Segundo o Sindicato dos Servidores do Oeste (Sintoeste), uma nova data será definida.

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