Reunião discute destinação para resíduos industriais
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
A responsabilidade das grandes empresas sobre a destinação dos detritos que produzem foi o tema de uma reunião ontem. Participaram a promotora do Meio Ambiente de Londrina, Luciana Lepri Moreira, os presidentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e da Companhia de Desenvolvimento (Codel), Otávio Cesário Pereira Neto, e o diretor da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Ademar Vedoato.
Para a promotora Luciana Lepri, toda a questão do lixo estaria resolvida se fosse cumprida uma lei estadual que estabelece princípios, normas e critérios para geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destino final dos detritos. A legislação determina que as atividades geradoras de resíduos sólidos são responsáveis pelo lixo que produzem, impacto ambiental e recuperação de áreas degradadas. Na opinião de Luciana, a sociedade está sitiada pelo estrangeiro, que impõe produtos de empresas multinacionais. As empresas, segundo a promotora, não assumem os próprios resíduos e a sociedade fica com o ônus maior.
Os supermercados, de acordo com o presidente da Apras, não têm condições de arcar com a responsabilidade das multinacionais produtoras de embalagens. A globalização, na opinião de Ademar Vedoato, desqualifica e sobrecarrega os empresários locais.
O presidente da CMTU disse que existem alternativas para reduzir os custos e encargos. As organizações não-governamentais, afirmou Sella, poderiam recolher o lixo dos supermercados, já que a venda das embalagens interessa aos catadores de papel.


