Reunião discute danos de usina em terra caingangue
Representantes do Ministério Público Federal (MPF), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) participam hoje de reunião em Londrina para discutir os impactos sócio-ambientais da Usina Termoéletrica de Apucaraninha, localizada na terra indígena, em Tamarana (63 km ao sul de Londrina). O debate está marcado para as 14 horas, na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Assistência Social.
A Copel vai apresentar os resultados da consultoria sobre avaliação feita pelo economista Jorge Madeira, da Universidade de Brasília (UnB), que apurou danos causados à população caingangue que vive na área, durante a construção da hidrelétrica na década de 40. A Copel também deverá apresentar os valores que caberiam como compensação aos índios. A expectativa do MPF é que a comunidade indígena receba os valores a que tem direito a partir de janeiro de 2006. Parte desses recursos será destinada à recuperação ambiental da área e no desenvolvimento de atividades produtivas auto-sustentáveis e etnicamente orientadas.
O MPF espera com isso finalizar um processo iniciado em 2001, quando vários estudos sobre os impactos da usina foram apresentados. Até hoje, a usina funciona dentro da área indígena. Na ocasião, também foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). (Luciano Augusto)





