Reunião discute atendimento médico aos índios
Representantes da tribo Larajinha da região de Santa Amélia (Norte Pioneiro), que permanecem na reserva considerada oficial pela Fundação Nacional dos Índios, estiveram reunidos na sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Curitiba, reivindicando assistência médica na aldeia. A aldeia foi dividida em duas, depois que cerca de 60 famílias resolveram se separar da reserva e ocupar uma outra área, em Abatia, com o objetivo de conseguir de volta as terras pertencentes aos antepassados.
A reunião aconteceu entre representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul (DSEI Litoral Sul), o cacique Márcio Lourenço, o vice-cacique Jusélio aparecido da Silva e presidente do conselho de Saúde Indígena, Albani Jacinto.
Os índios querem que seja providenciado o mais breve possível uma equipe de saúde. Um carro e um auxiliar de enfermagem, segundo os representantes da aldeia, ajudariam a solucionar os conflitos. Os representantes indígenas acusam os índios que ocuparam a fazenda de tentar ''prender'' médicos ou enfermeiras que fossem até o local. As ameaças, segundo informações do cacique, teriam sido feitas à equipe de saúde que tentou chegar à aldeia há poucos dias, por lideranças da outra reserva.
A sugestão da chefe do DEI Litoral Sul, Rosa Lilir Fragoso, é que seja feita uma reunião entre ambas as lideranças, prefeito, e Funasa, para atendimento da equipe até regularizar a situação de um outro grupo para o posto.
A proposta não foi aceita pelo cacique Márcio Lourenço que não quer ''colocar em risco'' a vida equipe e de outras pessoas em função de ameaças de fazendeiros e os próprios índios. O assunto deve ser discutido, novamente, nos próximos dias, na própria área ocupada pelos indígenas. (M.O.)





