Reunião discute alternativas para usina de Figueira
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quinta-feira, 08 de maio de 2003
Benedito Teles<br> Equipe da Folha 
Figueira A direção da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) ainda não definiu o prazo nem alternativas para o fechamento da Usina Termelétrica de Figueira (125 quilômetros ao sul de Jacarezinho), mas confirmou, anteontem em Curitiba, em uma reunião com uma comissão pró-usina, a disposição em buscar opções para geração de emprego no município. Os membros da comissão esperam que a reunião marque o início das negociações junto à Copel para adiar o fechamento da usina até a solução da questão social.
Os membros da comissão alegam que o setor do carvão gera 300 empregos diretos e que o fechamento deve inviabilizar o município nos setores econômico e social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município é de aproximadamente 9 mil pessoas. De acordo com as lideranças locais, a principal atividade econômica do município é a extração de carvão. A usina é a única unidade da Copel que utiliza carvão mineral. Inaugurada em 1963, a unidade completou em abril 40 anos de funcionamento.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Extração do Carvão do Estado do Paraná, Jacob Kmita, disse que a direção assegurou que a desativação só será realizada após a definição de alternativas para o município. ''Nos garantiram que a questão social será avaliada'', disse o prefeito de Santo Antônio da Platina e representante da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), Flávio Maiorky (PSDB).
A assessoria do diretor-presidente da Copel, Paulo Pimentel, disse que a empresa trabalha em parceria com secretarias estaduais para buscar alternativas que diminuam o impacto social e econômico da interrupção das atividades da usina para o município. Porém, afirmou que a situação está indefinida e que durante a reunião, a direção da Copel apenas ouviu as considerações da comissão. Segundo os assessores, não ocorreram definições durante a reunião, mas os prazos determinados na última decisão do conselho deliberativo da Copel sobre a usina poderão ser reavaliados.


