Cerca de 40 voluntários e agentes de saúde do Jardim Monte Cristo (zona leste), em Londrina, fizeram ontem um arrastão para eliminar possíveis focos de dengue no bairro. Os participantes são recicladores de lixo já que a atividade transforma o local em área de risco, devido ao acúmulo de material que pode conter água parada. Além do arrastão, a gerência de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde organizou uma reunião com a comunidade.
No encontro, ficou definida uma parceria entre Poder Público e moradores para evitar o surgimento de focos da doença. A prefeitura vai fornecer lona e madeira e os voluntários serão responsáveis pela construção de coberturas para os materiais recicláveis.
Segundo a gerente de epidemiologia, Sônia Fernandes, os arrastões serão realizados mensalmente ou a cada 45 dias em áreas de risco. Na quinta-feira, o alvo será o Conjunto Mister Thomas (zona norte). ''A reunião foi extremamente produtiva, importante para incentivar a parceria com a comunidade'', afirmou.
Para Sônia, a maioria dos moradores concordou em colaborar porque ''teve alguém da família ou conhecido com dengue.'' Até agosto, Londrina registrou 5.889 casos da doença, dos quais 37 por cento foram na zona leste.
Outra iniciativa é a mudança no zoneamento. Os agentes de saúde serão responsáveis pelas áreas das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e coordenadores do setor de endemias farão visitas diárias aos postos. O registro de casos será feito diretamente na UBS, em vez de passar pela sede central da secretaria.
Outras ações são treinamento de pessoal e instalação de 20 mil armadilhas Ovitrampa, que atraem a fêmea do Aedes aegypti. São utilizadas para mapear a presença do mosquito e fazer controle da reprodução.

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