Reunião debate atendimento a emergência
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quarta-feira, 23 de agosto de 2000
Telma Elorza De Londrina 
Representantes de órgãos responsáveis pela segurança nas rodovias do Norte do Paraná reuniram-se ontem para discutir a elaboração de um Plano de Atendimento a Acidentes com Cargas Tóxicas. A reunião foi promovida pela concessionária Econorte e aconteceu na sede da empresa, em Londrina. Participaram representantes do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, 2ª Companhia da Polícia Rodoviária, Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e 17ª e 18ª Regionais de Saúde.
Nesse primeiro encontro, ficou acertado que até o dia 31 de agosto cada órgão responderá à Econorte um questionário sobre suas habilitações específicas e deficiências estruturais. A partir daí será elaborado o Plano de Atendimento a Acidentes com Cargas Tóxicas, que é uma solicitação da Defesa Civil do Paraná.
O plano será apresentado à coordenadoria estadual, em setembro, juntamente com outros produzidos pelas demais concessionárias do Anel de Integração. Na reunião, participaram também representantes de três outras concessionárias: Ecovia, Viapar e Rodonorte.
A proposta para que todas as entidades envolvidas respondessem ao questionário foi lançada pelo diretor de operações da Econorte, Júlio Folkenand. Segundo ele, é preciso saber o que cada órgão faz e quais as disponibilidades estruturais funcionários e equipamentos , para que possam ser acionados rapidamente.
Folkenand disse ainda que a prevenção e o atendimento a acidentes com cargas tóxicas é um problema delicado e somente a ação conjunta de todos os órgãos pode aumentar as chances de solução em menor tempo possível. Uma das deficiências que já detectamos, nesta reunião, foi a falta de comunicação entre as várias entidades, apontou.
Folkenand explica que em um acidente deste tipo, a concessionária teria a obrigação de isolar a área e tentar desobstruir a pista para que o fluxo de tráfego voltasse ao normal, além de comunicar a Polícia Rodoviária que, a partir daí, assumiria a situação. Essa vai ser sempre a nossa função, mas podemos também colaborar de outras formas. Com o plano, vamos determinar quem faz o quê, para que haja um encadeamento de ações do princípio ao fim, explicou. Ele disse ainda que é preciso treinamento para que o pessoal envolvido saiba tipificar os produtos tóxicos e os riscos que oferecem, para onde remover os feridos e como adotar os procedimentos corretos para impedir que o produto se espalhe.
O diretor de operações da Econorte quer ainda envolver no processo a Receita Estadual para que atue de forma preventiva. Sempre que um caminhão de carga tóxica ou perigosa for parado em uma fiscalização, seria alertada a polícia ou a concessionária, que repassaria aos outros, explicou.
Até o dia 6 de setembro, os planos desenvolvidos pelas concessionários deverão ser apresentados à Defesa Civil e Conselho Consultivo dos Transportes Rodoviários, na Casa Militar, em Curitiba. No dia 22 de setembro, em uma reunião na Casa Militar, a Defesa Civil irá repassar os ajustes necessários nos planos. A apresentação do plano final, que valerá para o todo o Paraná, ainda será marcada.


