Reunião busca alternativas para a superlotação dos CTIs
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quinta-feira, 07 de agosto de 1997
Adriana De Cunto 
Londrina
Diretores de hospitais, autoridades da área de saúde do município e do Estado, e o promotor dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo César Vieira Tavares, estarão reunidos hoje, a partir das 14h30, na 17ª Regional de Saúde, para discutir a superlotação nos Centros de Tratamento Intensivo (CTIs) de Londrina. O problema já vem se tornando preocupante, principalmente depois que o diretor-clínico do Hospital Evangélico, Lauro Vargas, alertou para os constantes picos de superlotação nas unidades de terapia intensiva da Cidade. A reunião estava marcada para anteontem, mas foi adiada para hoje.
A chefe da 17ª RS, Djamedes Maria Garrido, diz que a reunião tem a finalidade de encontrar uma saída para o problema e vai contar com a presença de dois diretores da Secretaria Estadual de Saúde. Ela acredita que um dos fatores que esteja agravando a lotação dos CTIs seja o encaminhamento para Londrina de grande número de pacientes de outras regionais e até de outros Estados. Na opinião dela, uma alternativa é melhorar a utilização da Central de Leitos. Djamedes Garrido diz que os hospitais deveriam informar, com mais agilidade, a ocupação e desocupação de leitos para a Central.
Djamedes Garrido comenta que no encontro será verificado também se os 84 leitos existentes hoje nos três hospitais terciários da Cidade (Evangélico, Hospital Universitário e Santa Casa) são suficientes para a região. Ela não acredita que a solução seja a criação de CTIs nos hospitais públicos da Zona Norte e da Zona Sul. São hospitais que atendem baixa complexidade, que antes precisariam se tornar terciários. O governo teria que investir antes em criar uma retaguarda completa de especialidades. A idéia foi levantada esta semana pelo médico Lauro Vargas.


