Israel Reinstein
De Curitiba
Os moradores do Jardim Tupi, na Vila Pinhão, em Araucária, município da Região Metropolitana de Curitiba, conseguiram adiar a reintegração de posse da área que invadiram. Ontem, em uma reunião com a prefeitura, os representantes das 154 famílias invasoras negociaram com o procurador do município, Antônio Celso Pinto, que a prefeitura deverá intermediar a regularização das áreas particulares junto aos proprietários. Caso essa negociação seja recusada pelos donos, a procuradoria vai acompanhar a desocupação pela Polícia Militar, para que seja pacífica.
Antes da reunião com o procurador, os ocupantes realizaram uma passeata até a prefeitura. Eles saíram do Jardim Tupi e paralisaram o trânsito até do Centro de Araucária. ‘‘As famílias estão inseguras, porque os proprietários obtiveram a reintegração de posse’’, disse uma das coordenadoras do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Carla Costa. Ela contou que as famílias ocuparam as propriedades de Teresa Belinaski e João Carlos Mainoski em outubro do ano passado.
Como os proprietários obtiveram a reintegrgação da área, os moradores, a príncípio, queriam que a prefeitura cedesse áreas para eles. ‘‘Mas é impossível a prefeitura furar a fila no programa de habitação, prejudicando 5 mil pessoas que aguardam sua vez’’, afirmou o procurador.
Por isso, as propostas apresentadas pelos moradores foi a de que a prefeitura irá convidar os proprietários para negociar a venda do terreno aos invasores. Ao mesmo tempo em que intermediará a discussão, a prefeitura se comprometeu a atrasar a reintegração,conversando com o comandante da PM local.
Caso as conversações se esgotem sem resultado qualquer resultado, o município vai tentar ajudar a encontrar imóveis, para que os invasores aluguem e saiam do terreno.
‘‘A gente precisa de ajuda para começar, não queremos receber nada de graça’’, afirma a doméstica Nara Rócio. Ela invadiu o local junto com seus dez filhos, três deles de criação.

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