Réu é condenado mas não será preso
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quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Depois de quase nove horas de julgamento, o réu Marcelo de Souza foi condenado pelo Tribunal do Juri do Fórum de Londrina a quatro anos e 20 dias em regime aberto. Em 22 de outubro de 1995, ele matou a facadas Ricardo André Fossa Brene e tentou matar Agnaldo Marques Ribeiro e Maurício de Souza Oliveira Júnior. Mas em razão da demora de quase nove anos para ser conhecida a sentença, os crimes de tentativa de homicídio prescreveram.
A acusação de homicídio simples foi derrubada para homicídio privilegiado com as atenuantes de que o réu era menor de 21 anos quando cometeu os crimes e confessou espontaneamente sua culpa. Se fosse somada as penas relativas às duas tentativas de homicídio, Marcelo seria condenado a mais de 10 anos. Porém, como os dois crimes prescreveram, ele foi apenado em quatro anos e 20 dias em regime aberto. Terá de comparecer mensalmente em juízo e receberá uma pena alternativa do Pró-Egresso e deverá ter de prestar serviços à comunidade.
Os crimes ocorreram em 22 de outubro de 1995, durante uma cervejada em uma chácara na Zona Leste de Londrina. Marcelo usou uma faca para matar Brene e ferir Ribeiro e Oliveira Júnior. A Folha publicou erroneamente na edição de ontem que a vítima teria ameaçado Marcelo com uma faca. A promotora que atuou no caso, Susana Broglia Feitosa de Lacerda, esclareceu que uma terceira pessoa estaria armada com uma faca e não Brene. Depois de conversar com a família de Brene, a promotora decidiu não ingressar com recurso.
Hoje, os jurados deveriam se reunir novamente para julgarem Marcelo Matos Coutinho, acusado de atropelar e matar a estudante Vanessa Maia, 18 anos, e ferir outras duas pessoas em 15 de agosto de 1997. Porém, o julgamento foi adiado a pedido do advogado de defesa, José Amaro. Ele entregou um atestado médico no cartório da 1 Vara Criminal e solicitou o adiamento. Com isso, Coutinho deverá sentar no banco dos réus no dia 30 de setembro. Segundo o cartório, o julgamento do caso já foi adiado por pelo menos três vezes.
O atropelamento da estudante, do irmão dela, Charles Gonçalves Maia, e da amiga Maria Marlete Palácio aconteceu em 15 de agosto de 1997, na BR-369, saída para Cambé.


