Réu é condenado a prisão semi-aberta
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sábado, 30 de novembro de 1996
Lucília Okamura 
O carroceiro Sebastião José Rodrigues, 48 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri a cinco anos e 10 meses de reclusão em regime semi-aberto por ter matado sua ex-companheira, a doméstica Jacira Andrade Simão, 32 anos, no dia 4 de março deste ano. O julgamento do carroceiro foi realizado ontem e durou quase dez horas.
O crime aconteceu no jardim Marabá (zona leste), onde Sebastião Ferreira e Jacira Simão moravam. O acusado matou Jacira Simão com três tiros. O réu, conhecido como Tião Gordo, foi preso alguns dias após o crime pela Polícia Militar. Ele foi denunciado por homicídio duplamente qualificado - por ter matado por motivo torpe e com um recurso que tornou impossível a defesa da vítima.
No entanto, o corpo de jurados entendeu que o homicídio foi privilegiado em razão do carroceiro ter agido sob violenta emoção em justa provocação da vítima. A vítima xingou e ofendeu o réu em via pública, explica o advogado de defesa, Luis Gaya. Ele relata ainda que o homicídio foi desqualificado para simples.
Luis Gaya informa que o juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandyr Reis Júnior, aplicou a pena inicial de oito anos. Mas, com o atenuante de o réu ter confessado espontaneamente o delito e pelo fato do crime ser privilegiado, a pena foi reduzida para cinco anos e 10 meses em regime semi-aberto.
A pena deveria ser cumprida na Colônia Penal Agrícola, em Curitiba, mas o advogado acredita que, devido à burocracia, Sebastião Ferreira continuará detido no 2º Distrito Policial (zona norte), onde está há nove meses. E, após cumprir 1/6 da pena, ele poderá ser colocado em liberdade, o que ocorrerá daqui a 60 dias.
O réu terá este benefício, segundo Luis Gaya, porque é primário. A defesa considera ótimo este resultado, afirma. Também atuou na defesa o advogado André Luiz Salvador. Atuou na promotoria Janderson Camões de Carvalho Iassaka, da 1ª Vara Criminal.
O Tribunal do Júri se reunirá pela última vez na segunda-feira, a partir das 8h30, para julgar o caso de Reginaldo Eduardo Sanches, denunciado por homicídio qualificado. Ele é acusado de ter matado Wilson José de Andrade, no dia 18 de julho de 1994, no conjunto Ernani Moura Lima (zona leste). Ambos estavam embriagados, discutiram e Reginaldo Sanches, conhecido como Bocão, matou a vítima com várias facadas.


