Réu é condenado a 26 anos de prisão
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
Lucília Okamura 
O Tribunal do Júri condenou ontem Antônio de Oliveira, 44 anos, a 26 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de homicídios qualificado e simples. O juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandyr Reis Júnior, leu a sentença às 17h30, após nove horas de julgamento. Antônio de Oliveira, conhecido como Tonhão, já estava preso na Penintenciária Central do Estado por ter cometido outros crimes.
Antônio de Oliveira era acusado de ter matado Roberto Carlos Costa e Marco Antônio de Souza Salari. O crime aconteceu no dia 13 de setembro de 1993, às 20 horas, no parque Ouro Verde (zona norte). Na época ele era foragido da Penintenciária de São Paulo.
A maioria dos jurados não acatou a tese de legítima defesa, como queria o advogado do réu, Rodavlas Lhamas Ferreira. Os jurados reconheceram ainda que Antônio de Oliveira matou Roberto Carlos Costa por motivo fútil. Já com relação a Marco Antônio de Souza Salari, o homicídio foi desqualificado para simples.
Pelo homicídio qualificado, o réu foi condenado a 16 anos de reclusão e a mais 10 anos pelo homicídio simples. Ele deverá continuar detido na Penitenciária Central do Estado, onde cumpre pena por outros crimes, como latrocínio, homicídio e roubo.
O advogado Rodavlas Lhamas Ferreira diz que irá entrar com recurso solicitando novo julgamento. O juiz Jurandyr Reis Júnior explica que quando a pena é igual ou superior a 20 anos, a lei permite este recurso. Janderson Camões de Carvalho Iassaka, da 1ª Vara Criminal, atuou na promotoria.
O Tribunal do Júri se reúne novamente hoje, a partir das 8h30, para julgar o carroceiro Sebastião José Rodrigues, 48 anos, conhecido como Tião Gordo. Ele responderá pelo crime de homicídio qualificado, ocorrido no dia 4 de março deste ano, no jardim Marabá (zona leste).
Sebastião Ferreira é acusado de matar sua ex-companheira, a doméstica Jacira Andrade Simão, 32 anos, com três tiros. O réu teria ainda tentado estrangular a filha da vítima, de cinco anos. O carroceiro foi preso pela Polícia Militar alguns dias após o crime e está detido no 2º Distrito Policial (zona leste). O réu será defendido pelos advogados Luis Gaya e André Luiz Salvador.
Na segunda-feira, acontece o julgamento de Reginaldo Eduardo Sanches, conhecido como Bocão. Ele é acusado de ter matado Wilson José de Andrade, no dia 18 de julho de 1994, no conjunto Ernani Moura Lima (zona leste). Segundo o processo, ambos estavam embriagados, discutiram e Bocão matou a vítima com várias facadas. Este julgamento deveria ter sido realizado na terça-feira, mas foi transferido porque compareceram apenas 13 jurados, dois a menos que o exigido pela lei. Celso da Costa atuará na defesa.


