No júri de sexta-feira, Manoel de Oliveira foi julgado por 17 crimes praticados em sequência, no período de 8 a 18 de setembro de 1991, após o sequestro do empresário Samuel Tolardo. A quadrilha liderada por Oliveira começou roubando um Ford Verona em Arapongas (Norte do Estado), depois sequestrou Tolardo, tirando-o de sua residência em Maringá (Noroeste) e levando-o para um cativeiro, numa propriedade rural de Nova Tebas - região central do Estado (ex-distrito de Pitanga).
Num confronto com a polícia de Nova Tebas, Oliveira e seu bando mataram o delegado João Bernardi e seu suplente Pascoal Justino. Na fuga, eles tomaram de assalto mais dois automóveis. Em Ivaiporã, a quadrilha sequestrou um ônibus escolar, fazendo 45 reféns.
O cerco e prisão de Oliveira aconteceram no dia 18 de setembro de 1991, em Bela Vista do Cambira, a 10 km de Apucarana. A polícia estourou os pneus do ônibus e, após quase 24 horas de tensão, conseguiu invadir o veículo e render o quadrilheiro.
No desfecho do sequestro a polícia matou Osmar de Oliveira (irmão de Manoel). Este, antes de ser atingido, matou o refém Ismael de França. O policial militar aposentado, Altair Ferreira de Araújo, que assistia ao cerco ao ônibus, foi morto por uma bala perdida.
(M.B.)

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