Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A 9ª Subdivisão Policial de Maringá (SDP) está utilizando o programa americano ‘‘Faces’’ para confecção de retrato falado de suspeitos de crimes na região. O serviço era feito antes por um desenhista perito de Cascavel que comparecia nas delegacias em casos de extrema necessidade. Para melhorar os índices de aproveitamento das investigações, os policiais estão aprendendo a manusear o programa.
Segundo o delegado-operacional da 9ª SDP Paulo Machado, quando a vítima tem facilidade de captar as características físicas do suspeito, a possibilidade de acerto do retrato falado é de quase 100%. ‘‘Mas na maioria dos casos, as vítimas aproximam a descrição em 60%’’, observa Machado.
O recurso do retrato falado é utilizado principalmente em casos de homicídio, roubo e estupro. O programa ‘‘Faces’’ oferece as mais variadas opções para a formação de uma fisionomia. ‘‘Os tipos de bocas e olhos, por exemplo, são infinitos’’, explica o delegado. Ele conta que o manuseio do ‘‘Faces’’ não é complicado e está colaborando nas investigações. ‘‘Percebemos que este tipo de recurso acaba inclusive aproximando os investigadores e melhorando o atendimento à vítima’’, acrescenta Machado.
A utilização do programa faz parte do processo de informatização da 9ª SDP. Equipes de investigadores e delegados estão recebendo diariamente na delegacia aulas de informática. ‘‘Muitos policiais não tinham noção básica de computador e agora estão participando e gostando dos benefícios da informatização’’, ressalta o delegado. Machado disse à Folha que a Subdivisão de Maringá é uma das únicas no Paraná que oferece aulas de informática para os policiais.

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