Para a Associação Brasileira dos Municípios (ABM), a queda de população em muitos municípios do país tem relação com ciclos econômicos. Análise semelhante à Associação dos Municípios do Paraná (AMP), que vê a redução no Estado como reflexo da migração para grandes centros.
O presidente da ABM, José Carlos Rassier, avalia que a diminuição do FPM em 176 municípios brasileiros está ligada ao ciclo econômico que reflete a mobilidade intensa dos últimos dez anos. ''As pessoas têm saído em busca de oportunidades de trabalho. A tendência é que agora cidades-pólo de médio porte recebam essas pessoas, onde há mais oferta de produtos e serviços, em vez dos grandes centros'', comenta.
Segundo Rassier, o número menor de habitantes, necessariamente, não traz mudanças significativas no FPM. ''Observamos que na grande maioria não houve alteração de faixa nem perda de receita'', aponta. No entanto, os municípios que se sentiram lesados podem ter apoio da ABM para pedir a revisão da contagem.
De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), 176 municípios devem receber menos dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) devido aos números levantados pelo Censo 2010: Bahia (41), São Paulo (26), Rio Grande do Sul (13), Paraná (12) e Pará (11) concentram o maior número de casos.
Moacyr Fadel, presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), também fala em tendência para explicar a diminuição dos pequenos municípios. ''A migração das pessoas para os grandes centros é histórica. Mas a preocupação é que esses munincípios acabem ou fiquem praticamente desprovidos. Por isso, estamos pedindo que o Governo Estadual reavalie a distribuição de recursos para descentralizar a estrutura. Os pequenos precisam de investimentos para reter esse povo com novas oportunidades'', analisa, frisando que principalmente os jovens encabeçam esse movimento migratório. (Marian Trigueiros)

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