Ontem foi o dia de volta às aulas para os alunos da rede estadual de ensino. A estimativa do Núcleo Regional de Educação de Londrina é de que 60% dos 83 mil alunos voltaram às escolas para concluir o quarto bimestre do ano letivo de 2015. O ano letivo de 2016 começa no dia 29 de fevereiro.
A maioria dos estudantes do terceiro ano do ensino médio encerrou as atividades ainda em dezembro. De acordo com a chefe do Núcleo, Lúcia Cortez, os professores aceleraram a reposição das aulas para que eles pudessem fazer os vestibulares.
Quem ainda não fechou o calendário escolar terá 19 dias de aulas pela frente. As colegas Pamela Barbosa Floriano e Gabrielly Lucasak, alunas do 9º ano do ensino fundamental do Colégio Estadual Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia, no Parque Ouro Verde, zona oeste, esperam conseguir recuperar as notas em matemática. Elas gostaram da folga de fim de ano, mas afirmaram que este período sem aulas atrapalhou o aprendizado. "A gente esquece um pouco do conteúdo", contou Pamela.
No Colégio Padre Wistremundo, as aulas voltaram sem que um problema antigo fosse resolvido. A escola continua com uma sala de aula interditada por causa de infiltrações. A interdição ocorreu em novembro pela Vigilância Sanitária. O ambiente está com mofo no teto e nas paredes e algumas partes do piso de madeira estão soltas.
Duas turmas, uma de manhã e outra a tarde, precisaram ser remanejadas para outra sala. "Colocamos a turma de aceleração, que é menor, em outra sala e instalamos ali os alunos do 9º ano, pela manhã; e do 7º ano a tarde", explicou Marival Antonio Mazzio Júnior, diretor do colégio.
De acordo com o diretor, o telhado precisa de reforma completa. Com os ventos, ele se deslocou e infiltrou água na lage. "Não existe risco do telhado desabar, mas o mofo coloca em risco a saúde dos alunos", comentou o diretor. A situação da escola complicou com as chuvas de janeiro. Outras duas salas estão comprometidas e também correm o risco de serem interditadas.
Os alunos do ensino médio estudam nessas salas e, caso elas sejam fechadas, os estudantes serão remanejados para o período da noite ou terão que procurar vagas em outras escolas. "Os alunos do ensino fundamental têm prioridade. Se tivermos que fechar as salas, vamos remanejar o ensino médio para o noturno e os alunos que não quiserem estudar a noite terão que mudar de escola", disse Mazzio Júnior.
O telhado está com problemas há dois anos. "A reforma estava incluída no plano de descentralização, mas a liberação recurso foi cancelada pelo governo no ano passado e agora estamos vendo outra verba para fazermos a reforma", explicou o diretor. As obras na escola, que também previa pintura do prédio, estavam orçadas em R$ 150 mil.

Retorno para concluir o ano letivo
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RECURSOS
De acordo com a chefe do Núcleo, a equipe de engenharia está complementado o projeto de reforma da escola para encaminhar ao governo. "A situação do colégio piorou com a chuva e os engenheiros estão fazendo atualização no processo que já está em Curitiba. Acredito que os R$ 150 mil não serão mais suficientes", comentou Lúcia.
A equipe de engenharia também está fazendo o levantamento de dados para a construção de um muro de contenção no Colégio Estadual Carlos Mungo, no Conjunto Jamile Dequech, na zona sul. A escola foi invadida pela água da chuva duas vezes em menos de 45 dias. "Precisamos encontrar uma solução para impedir que a água entre na escola", afirmou a chefe. A Escola Estadual Rina Maria de Jesus Francovig, no Jardim Campos Elísios, na zona sul, também foi atingida pelas chuvas de janeiro. O muro da escola desabou, mas as aulas não foram interrompidas.
Lúcia acredita que o governo estadual deve liberar recursos para recuperação das escolas ainda no primeiro semestre. "O governo vai analisar os nossos pedidos, mas estamos em uma fila".

ESCOLA INTERDITADA
A Escola Professora Helena Kolody, em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina, está interditada por causa das chuvas. A área sofreu afundamento de solo e comprometeu a estrutura das salas de aula. Os alunos do ensino fundamental foram remanejados para o CEEBJA Professora Maria do Carmo Bocatin, que fica próximo à escola. Três turmas de ensino médio foram para o Colégio Estadual Olavo Bilac.

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