Retorno não é o mesmo para todos os produtos
A panfletagem não pode ser feita por acaso. Ela exige uma estratégia, um estudo, principalmente com avaliação de público. A afirmação é do publicitário Valduir Pagani, delegado do Sindicato das Agências de Propaganda (Sinapro) e sócio-proprietário da Engenho Propaganda, de Londrina.
Segundo ele, também é fundamental avaliar com correção o ponto onde o panfleto vai ser distribuído. Além disso, a mensagem não pode ser extensa ou complicada. O impacto visual deve ser quase o mesmo de um outdoor: simples e objetivo, compara Pagani.
O publicitário explica que a panfletagem é caracterizada como mídia alternativa, que foge dos meios tradicionais, como rádio, televisão ou jornal. No entanto, a sua utilização tem sido cada vez mais explorada, principalmente por ser um veículo mais barato e que atinge diretamente o público alvo.
Outra constatação do mercado, segundo Pagani, é que muitas vezes a panfletagem traz um resultado igual ou até melhor do que os meios convencionais. Ele exemplifica um empreendimento imobiliário lançado recentemente na cidade e que teve uma campanha em todos os veículos. O retorno da panfletagem só perdeu para a televisão.
Mas não é todo produto que tem a mesma resposta. Pagani diz, por exemplo, que produtos vendidos em grande escala, como cerveja e cigarro, dificilmente tem um bom retorno com investimento em panfletagem.
Já produtos como imóveis ou peças, assessórios e serviços de veículos, diz ele, o retorno costuma ser bom desde que colocados na hora e no lugar certos. Restaurantes com serviços de entrega a domicílio também costumam ter retorno garantido, porque a pessoa normalmente guarda o panfleto e deixa em casa, podendo usá-lo eventualmente. Por isso a importância de um estudo criterioso do produto e público alvo.





