A maioria dos professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) votou pelo fim do movimento de greve na assembléia realizada ontem em Curitiba. No entanto, o retorno ao trabalho só deverá ser tomada depois que o termo de acordo for assinado pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza. A proposta terá que passar pelo Congresso Nacional, onde deverá ser votada em regime de urgência. Uma nova assembléia está marcada para a próxima terça-feira.
A preocupação do comando local de greve é de que o ministro volte atrás no acordo negociado esta semana. Segundo o presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), Francisco de Oliveira Marques, os representantes do ministério estariam tentando diminuir o impacto do reajuste no orçamento. Seriam necessários R$ 320 milhões para atender os itens do acordo que prevê, entre outras coisas, um reajuste linear de 14,5% e a equiparação das gratificações do ensino superior e médio.
''Agora que o acordo está saindo via Congresso, o ministro fica criando obstáculos'', criticou Marques, referindo-se à proposta do MEC de reduzir para 13,5% o reajuste e diminuir o percentual que garantiria a equiparação das gratificações entre os docentes. ''Isso mostra a falta de compromisso do governo com as questões sociais'', avaliou o professor.
Na segunda-feira, o comando nacional de greve volta a se reunir com os deputados federais Nelson Marchezan (PSDB-RS) e Sampaio Dória (PSDB-SP) para tentar resolver o impasse com o MEC.
Cefet-Os professores do Centro Federal de Ensino Tecnológico do Paraná (Cefet-PR) também realizaram uma assembléia ontem, onde decidiram pela continuidade da greve por conta da indefinição do ministro que ainda não assinou o acordo. Os docentes também fizeram uma ressalva ao item do acordo que trata da Gratificação de Incentivo à Docência (GID). A próxima assembléia ficou marcada para quarta-feira.

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