Retomadas obras do Contorno Leste
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Erika Wandembruck De Curitiba 
A polêmica obra do Contorno Leste de Curitiba, que se arrasta por mais de vinte anos estava interrompida desde o final do ano passado, recomeçou ontem com a liberação de R$ 14 milhões pelo governo federal. Com este dinheiro, o Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) pretende concluir as obras nos 45 quilômetros de rodovia que fazem parte do contorno. A previsão é que até o final do ano esse trecho seja aberto ao tráfego.
Iniciadas em 1978, junto com o projeto urbanístico de Curitiba, as obras do Contorno Leste ficaram paralisadas por mais de quinze anos por conta da escassez de recursos financeiros. Somente em 1997 o governo federal começou a investir novamente na construção. A proposta era concluir o contorno no início de 2000. No entanto, as obras pararam de novo em função do excesso de chuvas, que por 18 meses atrapalhou o trabalho de terraplenagem e implantação dos sistemas de escoamento de águas. Em dezembro do ano passado, um novo agravante foi o vencimento do contrato com uma empresa que supervisionava a obra.
Desta vez, a retomada dos trabalhos será pelos lotes 4, 5, 8 e 9. Estão sendo concluídos os serviços de terraplenagem, drenagem, pavimentação, hidrossemeaduras, construção de pontes e viadutos. O Contorno Leste, que começa no Km 73 da BR-116 (próximo a Quatro Barras) e termina na BR-277 (Curitiba a Paranaguá) possibilitará o escoamento do tráfego pesado de um trecho urbano de 22 km da BR-116, que corta Curitiba desde o bairro Atuba até o Pinheirinho, por onde circulam 62 mil veículos por dia.
Apesar dos avanços, a novela sobre o Contorno Leste deve continuar até o início do ano que vem no trecho de 1,6 quilômetro da região da Colônia Muricy, em São José dos Pinhais. Conforme o presidente do DNER, João Alberto Sautchuk, lá as obras podem se estender por mais tempo, pois ainda há 10 das 400 famílias que residiam em área de invasão, sobre o traçado da rodovia.
O governo federal, em parceria com o DNER, relocou as famílias que quiseram sair do local para casas de alvenaria na localidade de Riacho Doce.


