Retirada é feita no dia do transplante
Utilizado no tratamento de alguns tipos de anemia e de câncer (para os quais somente o tratamento quimioterápico não é suficiente), como a leucemia, o transplante de medula óssea passa antes por um processo bem pouco simples até a extração dos mililitros que poderão salvar a vida do receptor.
Uma vez cadastrado, o candidato a doador tem de 8 a 10 ml de seu sangue coletados para testes de compatibilidade. No caso do Hemocentro de Londrina, segundo a chefe pelo setor de captação de doadores, Eliana Palu Rodrigues, o material tem de ser enviado a Maringá para que sejam feitos exames de caracterização genética. Em seguida, os dados são enviados ao Banco Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), no Rio de Janeiro, o qual os disponibiliza para consulta de hemocentros do País.
Encontrada compatibilidade, o doador passa por nova coleta sanguínea e uma bateria de exames médicos para então se submeter à retirada de parte da medula óssea em média, a partir de 600 ml, com pulsões. Isso é feito no dia do transplante, durante anestesia local ou regional e após um dia de internamento. A liberação o doador ocorre, em geral, passado o efeito do medicamento.
Doadora de sangue desde que a mãe necessitou de transfusão em uma cirurgia, há mais de um ano, a vendedora Maria Lúcia Quiroga, 47, conta que a desinformação não é, em definitivo, aliada dela. ''Pelo pouco que a tevê mostra, já me convenci de que doação de sangue não me satisfaz mais. Sou também doadora de medula óssea e, quando morrer, de órgãos e tecidos, Mais gente pode precisar.''





