É a segunda vez que a América Latina Logística (ALL) empresta vagões para que a Comissão possa fazer vistorias das linhas. No dia 25 de maio, os vereadores percorreram 15 quilômetros entre a Rodoferroviária e Rio Branco do Sul, na região metropolitana, considerado o trecho mais crítico, em função da quantidade e localização de passagens de nível. O trecho possui 17 passagens de nível em área urbana. No ano passado, segundo a ALL, aconteceram neste setor quatro atropelamentos e quatro abalroamentos (batidas de trens com carros).
Entre os problemas constatados neste trecho, estão passagens de nível desnecessárias, falta de visibilidade em cruzamentos, sinalização insuficiente, ausência de dormentes e trilhos desgastados. A Comissão apresentou duas alternativas para minimizar os problemas: a instalação de cancelas automáticas nas passagens de nível, sendo 12 de responsabilidade da prefeitura e 5 da ALL; e limitação de horário para o tráfego dos trens, de modo a reduzir a poluição sonora.
‘‘Já existe uma restrição, determinando que os trens não passem entre zero e cinco horas. Além disso, vai comprometer a produção logística do transporte para Rio Branco’’, diz Silvana Alcântara de Oliveira, gerente de Relações Corporativas da ALL. De acordo com ela, entre 4 e 6 composições com 30 a 40 vagões passam diariamente neste trecho. ‘‘Com a retirada destes trens, teríamos pelo menos 320 caminhões a mais na estrada por dia’’, afirma.
Segundo o vereador André Passos, para solucionar definitivamente o tráfego férreo até Rio Branco do Sul, o ideal seria a construção de um desvio da área urbana. Para isso, a comissão já marcou audiência com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, para julho, para pleitear a liberação de recursos. Os custos da obra são estimados em R$ 60 milhões, de acordo com o diretor de Gente e Relações Corporativas da ALL, Pedro Roberto Oliveira Almeida.
Os vereadoers também vão propor ao Ministério a liberação de uma verba mensal para o pagamento de engenheiros com a responsabilidade de fiscalizar a ferrovia. Os recursos, de acordo com Passos, podem ser retirados de uma verba de R$ 3,4 milhões previstas para fiscalização das linhas férreas no orçamento 2000, sendo que só foram gastos R$ 600 mil. (M.G.)

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