No coração de Londrina, o Bosque Municipal abriga peroba, canafístula, cedro rosa, palmitos e várias outras árvores nativas e exóticas. Antigamente era frequentado por famílias que encontravam ali um local agradável de lazer. Atualmente apenas alguns jogadores de baralho utilizam o espaço. O problema é que as milhares de pombas que buscam o Centro da cidade para dormir encontram abrigo e segurança nas árvores e deixam o local malcheiroso e sujo.

Como a adoção de medidas para redução da população de pombas ainda não foi tomada pelo município, a Secretaria Municipal do Ambiente decidiu tentar reduzir o odor provocado pelas fezes dos animais fazendo uma limpeza que inclui a retirada de folhas e troncos que se acumulavam no solo.

A iniciativa, no entanto, preocupa moradores. De acordo com o engenheiro florestal e professor do departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ésio de Pádua Fonseca, este trabalho pode levar à "exaustão do Bosque". ''Quanto mais matéria orgânica se retira do solo, mais água falta ao ambiente e mais folhas irão cair'', alerta.Saiba mais na reportagem de Michelle Aligleri.

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