Retirada de famílias é tema de reunião
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
As cerca de 40 famílias que moram em um fundo de vale às margens do Córrego dos Tucanos, na Zona Sul de Londrina, ainda estão longe de encontrar uma solução. Elas estão sendo obrigadas a desocuparem o local por uma ordem judicial.
Em uma reunião realizada na Câmara de Vereadores ontem de manhã, entre a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentin, o capitão Marcos Vinícius Kocs, do 5º Batalhão da Polícia Militar (5ºBPM), o coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH), Gelson Gil, os vereadores Roberto Fu, Gláudio de Lima, Sandra Graça e Sidney de Souza, presidente da Câmara, discutiram com os cerca de 20 moradores presentes quais as saídas possíveis.
Sem um levantamento dos moradores da área, do terreno que a Cohab pode disponibilizar aos moradores e de quanto tempo cada um vai precisar para ter condições de sair dali, a reunião só conseguiu definir a necessidade de se levantar esses três pontos, além de esclarecer de forma definitiva que a desocupação é inevitável.
''Nós vamos levar a cabo a decisão, mas queremos evitar um confronto com os moradores. Eles se comprometeram a sair, o que é um fator importante'', afirmou a promotora. Solange estipulou um prazo até 10 de maio para ter em mãos o cadastro dos moradores, bem como as necessidades de cada um.
A ação de reintegração de posse foi impetrada pelo município em 1998, e refere-se a uma área de 46.771 metros quadrados. A primeira liminar de reintegração de posse foi concedida à administração municipal em março de 1998. Em 2005, a Promotoria do Meio Ambiente pediu o cumprimento dessa liminar.
Para o presidente da associação dos moradores, Warley Moraes de Oliveira, se havia irregularidade, o município deveria ter tomado providências ''a partir do momento em que se colocou o primeiro tijolo''.
Convidado a participar da reunião, o presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca, respondeu que estaria em Brasília. Por telefone, Afonseca informou que já se prontificou a disponibilizar uma área no Jardim Nova Esperança para as cerca de dez famílias com as quais se reuniu em fevereiro. ''É preciso saber quantas famílias dessa ocupação vão precisar de terrenos da Cohab para avaliarmos a possibilidade de transferir todas para lá.''


