Retirada de famílias depende da Justiça


O procurador da Previdência Social em Curitiba, Henrique Closs, diz que todas as providências jurídicas para a retirada das famílias dos terrenos do INSS estão sendo tomadas e a Justiça federal já concedeu diversas liminares beneficiando o Instituto. No entanto, a retirada dos moradores terá que ser feita após um processo de tentativa de acordo. Em alguns casos temos dificuldades para identificar os moradores e já sofremos ameaças de violência de pessoas que se recusam a deixar nossas áreas, afirma.
De qualquer forma, Closs acredita que o impasse esteja chegando ao fim. O terreno pertence ao INSS e quem constrói em terrenos alheios perde toda a edificação, disse ele, as áreas jamais poderiam ter sido invadidas.
Para evitar novas invasões na região, o INSS está mantendo vigilantes armados durante 24 horas por dia. Não podemos permitir que os terrenos do governo federal se transformem em áreas para deleite de interesses particulares, argumentou o procurador. A reportagem da Folha esteve no local, mas não encontrou nenhum vigilante na área.
Um dos terrenos ainda não invadidos já tem destino certo. O INSS pretende construir um posto de benefício para o atendimento de aposentados e pensionistas. É uma área pública e com um excelente fluxo de pessoas, justifica.
Closs diz que, caso seja desocupada, a área será destinada para alienação através de licitação pública. Já tentamos vender o terreno, mas as invasões inviabilizaram isto, diz. (L.P.)

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