Retirada de bancas de camelôs causa confusão
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quarta-feira, 01 de agosto de 2001
Célia Guerra<BR>De Londrina 
Muita confusão marcou ontem a retirada das barracas dos camelôs das proximidades do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, no centro de Londrina. Alguns ambulantes, que consideravam a saída antecipada, discutiram com os fiscais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Até a Polícia Militar (PM) foi chamada e enviou dez soldados para garantir a tranquilidade.
Segundo a CMTU, os ambulantes foram comunicados anteontem que não poderiam trabalhar na quarta-feira e que dedicassem o dia na organização das novas barracas. Como ainda ontem operários trabalhavam na montagem dos quiosques, os camelôs que não tinham espaço para organizar suas mercadorias, optaram por continuar as vendas nas barracas antigas. Os fiscais da CMTU, então, vieram ao centro retirar os ambulantes que desobedeceram o acordo. A presença dos PMs provocou ainda mais a revolta do grupo.
Segundo o assessor de relações comunitárias da CMTU, Carlos Alberto Xavier, havia um acerto com a Associação dos Vendedores Ambulantes da Praça Rocha Pombo, para que os operários pudessem concluir as obras das barracas e da galeria de retenção das águas da chuva.
Por outro lado, os camelôs alegavam que precisavam de dinheiro para quitar a última parcela da nova barraca que vence na próxima semana. Além da prestação, eles justificaram que precisam pagar o assoalho, a porta e as prateleiras que não estão inclusas no preço. Conforme o assessor da CMTU, a associação de ambulantes tentaria prorrogar o vencimento da parcela da barraca para que ninguém fosse prejudicado.
O presidente da associação dos ambulantes, Manoel Barbosa Freire, disse que o tumulto foi provocado por agitadores que descumpriam o regulamento. A CMTU, para ele, deveria manter linha-dura, e advertir os desobedientes. Já o vice-presidente, Rogério Gonsales, disse que não houve acordo e sim uma determinação da CMTU de não haver ambulantes em atividade. Para Gonsales, o trabalho dos ambulantes não iria atrapalhar as obras.
Ontem à tarde, houve uma reunião entre Xavier e representantes dos ambulantes, para definir como fica o trabalho deles a partir de hoje. Segundo o assessor de relações comunitárias da CMTU, as barracas estão prontas e quem quiser já pode começar a trabalhar no novo camelódromo. É lógico que alguns podem querer fazer a pintura interna e instalar prateleiras, mas a partir de hoje não vamos permitir mais nenhum camelô nas calçadas. Quem insistir terá o material apreendido, garante.


