Londrina – Com o auxílio de uma retroescavadeira, cinco funcionários da Secretaria de Obras de Londrina trabalhavam ontem na remoção da última das bases dos antigos quiosques do Calçadão (área central). A maioria das 38 estruturas localizadas na área central foi demolida em 2010 e a última retirada em junho de 2011, como parte do plano de revitalização elaborado durante a administração passada. As bases, porém, acabaram ficando e criando transtorno para quem passava pelo local.
As obras de remoção tiveram início no ano passado e têm sido realizadas pela equipe da própria prefeitura. No local da base, foram assentadas as pedras do tipo petit pavé no local. Ainda restam algumas ruínas, como a localizada em frente à agência central dos Correios.
Enquanto os operários trabalhavam, os pedestres e trabalhadores da região central observavam e aprovavam a ação. "Essa base estava atrapalhando a circulação das pessoas. Quando removeram o quiosque deixaram tudo arrasado e ficou muito feio", destacou o porteiro Genival dos Santos, de 54 anos, que trabalha em um prédio localizado em frente à base removida ontem.
A telefonista Izabeli Thalita de Oliveira reclama que depois que os quiosques foram removidos, muitos trabalhadores foram afetados, já que eles vendiam salgados a preços acessíveis.
Em entrevista à FOLHA no mês passado, o prefeito Alexandre Kireeff disse que o retorno dos quiosques é uma medida que pretende implantar "em curtíssimo prazo".
Ele explicou que as unidades seguirão modelo arquitetônico padronizado e nenhum deles comercializará bebida alcoólica.
Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) apontou que 68% dos 822 entrevistados são favoráveis à volta das estruturas.
Segundo Kireeff os estudos arquitetônicos e urbanísticos foram finalizados pelo Ippul e que a prioridade é retomar as bancas de revistas e as floriculturas.
A proposta do Ippul é implementar oito quiosques ao longo do Calçadão – antes havia 14. O projeto prevê uma banca de revistas e uma floricultura entre as ruas Hugo Cabral e Pernambuco, uma outra banca, outra floricultura e um quiosque de café e sorvetes nas cercanias da Rua João Cândido, e por fim, no trecho entre a Rio de Janeiro e Souza Naves, mais uma banca de revistas e dois quiosques de alimentação, sendo um de café e sorvetes e outro de sucos e frutas. Será necessário realizar um processo licitatório para a implantação.
O eletricista Nézio Incelilo, de 81, espera a anunciada volta dos quiosques. "Sorvetes e jornais são coisas que o povo gosta. Não é como um bar, em que sempre acontecem encrencas", destacou.
O secretário municipal de Obras, Sandro Nóbrega, foi procurado para dar mais informações sobre a retirada das bases, mas não retornou as ligações.

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