Apenas 4,6% dos mais de 115 mil alunos atingiram o conceito bom e ótimo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgado nacionalmente pelo MEC. Apesar disso, o secretário estadual da Educação, Ramiro Wahrhaftig, avalia que o resultado, pode ser considerado um perfil estadual, já que o Paraná inscreveu a metade dos alunos avaliados.
As baixas notas obtidas nas redações e em provas de conhecimentos gerais são justificadas por Wahrhaftig pela falta de investimento e também de falhas no processo educacional do ensino médio. Wahrhaftig, que é presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação, entende que o ensino médio foi deixado de lado por muito tempo por governos estaduais e pelo federal.
De acordo com o MEC, a média dos alunos nas provas não passou de 40 (numa escala de 0 a 100) e na redação alcançou o máximo de 46. ‘‘O resultado obtido foi sofrível, mostrando as grandes falhas do ensino médio’’, avalia o delegado regional do MEC, Altevir Rocha. Rocha considera que o baixo nível dos alunos é reflexo dos investimentos reduzidos em educação. ‘‘Tanto o governo estadual como o federal priorizaram os ensinos fundamental e superior, relegando ao médio o papel de intermediário’’, avalia o secretário Ramiro Wahrhaftig.
Ele considera que esta visão se modificou nos últimos anos no País, com maior ênfase em alguns Estados. Mesmo com a mudança de mentalidade, ele acredita que notas baixas devem ainda se refletir por mais dois anos. ‘‘Isso se todos os Estados conseguirem manter, ao mesmo tempo, o atendimento à expansão do ensino com a qualidade’’, avalia.
Com relação ao Paraná, o secretário entende que o processo vai deslanchar com a mudança curricular do ensino médio. ‘‘A expectativa é que no ano 2001 o nosso ensino seja o melhor do País’’, comenta.

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