Resultado de eleição do DCE gera protesto
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sábado, 13 de dezembro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Ossamu KandaEstudantes protestam contra impugnação de uma urna com 700 votos na eleição da diretoria do DCERepresentantes da chapa Cultura, Educação e Política (CEP), que concorreu à eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE) na Universidade Estadual de Maringá (UEM), montaram acampamento em frente ao DCE anteontem à noite e prometem permanecer no local por tempo indeterminado. Ontem, no final da tarde, eles fizeram um ato de posse da diretoria reunindo estudantes da universidade, inclusive coordenadores da Chapa Transparência.
A briga começou logo após a eleição no dia 26. A chapa CEP obteve 678 votos ficando em primeiro lugar. Em segundo lugar ficou a Transparência com 630 votos e a chapa Navegar em terceiro lugar com 605 votos.
A Navegar concorreu à reeleição e mesmo ficando em terceiro lugar continua na diretoria, porque a comissão eleitoral, formada por representantes dos centros acadêmicos, impugnou uma urna com aproximadamente 700 votos. De acordo com o coordenador da CEP Fábio Roberto Canhete Alli, a impugnação foi arbitrária, já que nenhum representante das duas chapas concorrentes foram convocados para a reunião que tomou tal decisão. Ele afirma que a maioria dos representantes da comissão faz parte da diretoria da Navegar. O presidente da comissão eleitoral, Jonhy Kenedy, é membro da Navegar e fazia parte da diretoria anterior do DCE, disse Alli.
Alli e representantes da CEP afirmam que a reunião que decidiu impugnar a urna foi realizada no último dia de aula na universidade, após às 18 horas. Não tinha mais ninguém na universidade para contestar o que eles estavam fazendo, reclama Guilherme Calosio. No início da semana, a CEP entrou na Justiça com pedido de liminar para garantir a posse do DCE.
O juiz da 6ª Vara Civel Joaquim Pereira Alves marcou uma audiência com representantes das duas partes para o dia 19. Enquanto a decisão judicial não sai, os representantes da CEP prometem que vão tomar posse politicamente e manter os trabalhos como a chapa eleita pelos acadêmicos da UEM.
A atual diretoria mantém as portas do DCE fechadas. Segundo Kenedy, o DCE está fechado porque as aulas encerraram e não há o que fazer.


