Resultado da licitação sai em 60 dias
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
Albari RosaPropostasEmpresas e consórcios interessados na disputa das concessões entregaram ontem propostas para os lotes 1 e 2 do Anel de Integração. As propostas de exploração dos outros quatro lotes deverão ser entregues até sexta-feiraAs obras de execução do Anel de Integração Rodoviária do Paraná, que prevê a construção, recuperação e duplicação de mais de dois mil quilômetros de rodovias federais e estaduais que cortam o Estado, deverão ser iniciadas no final do mês de novembro. Ontem, os consórcios interessados em disputar a licitação de obras dos lotes 1 e 2 do Anel entregaram suas propostas finais ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER). As propostas de exploração dos outros quatro lotes deverão ser entregues até sexta-feira.
A partir de agora, o DER terá o prazo de 60 dias para analisar as propostas e indicar os vencedores. O projeto do Anel de Integração foi dividido em seis lotes, e cada um deles será entregue a um consórcio vencedor da licitação. Para o Lote 1, que abrange o trecho formado pelas PR-445, PR-323 e BR-369, ligando os municípios de Cambé e Londrina a Charles Nauffal, na divisa com São Paulo, foram apresentadas três propostas. Os consórcios que disputam o trecho são formados pela Construtora Barbosa de Melo, de Minas Gerais, CSO/Engepasa/Roggio/Caminos Australes, da Argentina, e Triunfo/Ivaí, do Paraná.
Para o Lote 2, formado por trechos das rodovias PR-444, BR-376 e BR-369 que interligam Cambé, Paranavaí, Campo Mourão e Cascavel, apresentaram propostas os consórcios Paraná/Maringá, formado por sete empresas; CBPO/Castillo e Consórcio Paraná Integração, que reúne quatro empresas, entre elas o Banco Bandeirantes.
AmplitudeProjeto prevê a duplicação de 855 quilômetros de estradas, a construção de 377 quilômetros de terceiras faixas e de 282 quilômetros de estradas marginais, além de 229 quilômetros de contornos e obras de correção em 130 quilômetros de rodovias
Os vencedores da licitação deverão investir, no total, cerca de R$ 2,3 bilhões no projeto, e poderão explorar as rodovias por um prazo de 24 anos. Estão previstas obras de duplicação de 855 quilômetros de estradas, a construção de 377 quilômetros de terceiras faixas e 282 quilômetros de estradas marginais, além de 229 quilômetros de contornos. Serão feitas também obras de correção geométrica em 130 quilômetros de rodovias.
Pelo projeto, os consórcios também deverão apresentar propostas de conservação de trechos rodoviários não incluídos no traçado do Anel. A intenção é tentar consertar a maior quilometragem possível de rodovias, diminuindo os gastos do Estado com estas tarefas, afirma o presidente da Comissão de Licitação do DER, André Fialho. Além desta oferta extra de recuperação de estradas, fazem parte dos critérios de aprovação dos consórcios o projeto técnico e as condições financeiras das empresas.
Depois de anunciados os vencedores, segundo o diretor geral do DER, Paulo Dalmaz, as empresas deverão realizar obras de recuperação emergencial durante os primeiros seis meses. Somente após este prazo é que serão iniciadas as obras de duplicação e construção de novas vias. Terminado esse período, as concessionárias iniciarão a cobrança de pedágio para os usuários das estradas. A estimativa do DER é deque sejam arrecadados, com o pedágio, aproximadamente R$ 20 bilhões durante o período de concessão.
Desde o início do processo de licitação, iniciado em janeiro de 1996, cerca de 21 interessados em disputar a construção do Anel de Integração - entre empresas e consórcios nacionais e estrangeiros - apresentaram propostas ao DER. Depois da primeira etapa de licitação restaram 15 propostas. Agora, serão escolhidos apenas seis grupos para participar do projeto.


