O segundo ano do vestibular de inverno da Universidade Estadual de Maringá (UEM) - depois de quatro anos sem a realização do concurso devido a mudança do regime interno da instituição -, é comemorado por donos de restaurantes e hotéis da cidade. Lanchonetes localizadas nas proximidades da universidade também estão faturando com os estudantes que mesmo em época de provas não dispensam algumas horas nos estabelecimentos.
A maioria dos hotéis da cidade está lotada desde sábado. Nos restaurantes do centro da cidade, o aumento nas vendas foi de aproximadamente 30% e só não foi maior, conforme os comerciantes, porque muitos estudantes também estão prestando o vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e não têm tempo de almoçar em Maringá.
O comerciante Luiz Correia, dono do Restaurante ‘‘Ka Entre Nós’’, na frente da UEM, começa a servir o almoço às 10 horas. ‘‘Os estudantes que estão indo para Londrina têm que almoçar cedo’’, diz. Além disso, o restaurante também vende marmitas a partir das 10 horas. ‘‘Às vezes o estudante sai mais tarde da prova, passa aqui, pega a marmita e vai comendo no meio do caminho’’, explica Correia.
De acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Maringá, Hugo César de Freitas Furlan, o movimento dos vestibulandos na cidade traz um novo fôlego para os donos de hotéis e restaurantes. Ele afirma entretanto, que o movimento poderia ser maior se o vestibular de inverno da UEM e da UEL fossem realizados em datas diferentes. ‘‘Além do desgaste que é muito grande aos estudantes, o vestibular em datas diferentes proporcionaria que um número maior de candidatos de fora preste o concurso de Maringá e de Londrina’’, diz. Furlan já apresentou a idéia ao reitor da UEM, Luiz Antonio de Souza de quem, segundo ele, recebeu total apoio. ‘‘Agora estamos entrando em contato com a reitoria da UEL’’.
Para os vestibulandos as alternativas de almoço em restaurante self service são as melhores. ‘‘Melhor ainda se for próximo da universidade e do cursinho onde a gente faz aulas de reforça nos dias do vestibular’’, diz Camila Buzato, 18 anos. Ela mora com a família em Maringá, mas desde sábado está almoçando em lanchonetes e restaurantes próximos da UEM porque fica mais perto do cursinho onde tem aulas de reforço na parte da tarde. As amigas dela, Paula Honda, 17 anos; Lilian Vincentin,18 anos; e Sabrina Shima, 18 anos, também seguem esta rotina desde sábado.
Já os estudantes André Bonfin, 18 anos; Carlos Vinícius Martins, 18 anos; e Cleverson Burko Chicalski, 17 anos, economizaram os gastos com hotéis e pousadas porque estão na casa de um amigo. Mas comem em restaurantes.Marcos NegriniAmigas almoçam em restaurante próximo à UEM e de cursinho onde fazem aulas de reforçoLucinéia Parra

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