Exemplo de estabelecimento que conseguiu se manter funcionando 24 horas, apesar das dificuldades que o sistema impõe, o Restaurante Norte Sul nunca fechou por um segundo em seus 17 anos de existência. É o que garante Fabiana Augusta da Silva, 29, que mantém junto com o pai, Cícero, o único estabelecimento que abre em tempo integral no Terminal Rodoviário de Londrina (Área Central).
''Nosso público é formado pelo pessoal que está indo ou voltando de viagem, e também por aqueles que saem da noitada e chegam às 6, 7 horas da manhã. De madrugada, alguns clientes pedem lanches, mas a maioria quer comida mesmo: lombo, picanha, a nossa tradicional galinhada'', destaca. No restaurante, também é possível comprar chocolates, charutos, vinhos e até produtos de higiene pessoal.
Manter um local aberto 24 horas exige algumas medidas diferenciadas. Para aumentar o movimento, que andava fraco nos últimos tempos, Fabiana conta que o restaurante ganhou um salão climatizado e mais divulgação. Já o gerente do Habib's no Centro, Erivaldo Rodrigues de Matos, 26, diz que a lanchonete teve que contratar seguranças. ''O pessoal pediu, porque o público da madrugada é jovem em sua maioria, às vezes vem alcoolizado, quer sair sem pagar a conta'', justifica.
Dona de um restaurante na Avenida Juscelino Kubsticheck, Camila Okuno, 23, é testemunha de que manter as portas abertas o tempo todo não é fácil. O seu ''Costelão 24 horas'' deixou de fazer jus ao nome em maio deste ano, apenas três meses depois da inauguração. Hoje, funciona das 17h30 ''até o último cliente''.
''Tivemos a idéia quando trabalhávamos em Curitiba, onde existem muitos desses 'costelões 24 horas'. E ficam sempre lotados, faça frio ou calor. Mas aqui em Londrina não tivemos muito sucesso, acho que é porque faltou divulgação'', cogita. O restaurante, que chegou a ter 12 funcionários, hoje só tem três. Camila continua acreditando, entretanto, que Londrina tem demanda para esse tipo de serviço. ''É só que os londrinenses ainda não estão acostumados'', conclui. (V.N.)

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