Restaurante fechado surpreende frequentadores
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Centenas de pessoas tiveram que improvisar o almoço de ontem depois de descobrirem que o Restaurante Popular Leonel Brizola, no centro de Londrina, não iria abrir. Na porta, apenas um aviso dizendo que não seriam servidas refeições no dia. Porém, o problema deve se estender por pelo menos 60 dias, prazo dado pelo secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Dias, para que uma nova licitação seja feita. O contrato com a Ação Social do Paraná, entidade que administrava o Restaurante Popular, expirou nesta segunda-feira e não teria sido renovado devido a irregularidades na documentação.
Informados pela reportagem de que o restaurante não abriria, muitos usuários ficaram indignados. "Costumo almoçar todos os dias aqui, porque não compensa ir para casa, já que teria o gasto com o transporte. Mas agora não vai ter jeito, a refeição mais barata por aqui custa R$ 6, vou ter que ver o que fazer. Por que não viram isso antes?", reclamou o vendedor Davi Pereira da Silva. A refeição servida no restaurante custa R$ 1,50.
O casal Marcelo Oliveira, servente de pedreiro, e Simone Fernandes, auxiliar de cozinha, também foi surpreendido. Na companhia dos três filhos, eles foram ao centro para fazer compras e aproveitariam para almoçar. "Agora vamos ter que dar um jeito e comer por aqui mesmo, porque moramos na zona sul, não vai dar para ir almoçar em casa", lamentaram.
Não só os londrinenses tiveram problemas. O aposentado Antônio de Freitas, de Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá), veio para consultas médicas e também iria aproveitar o baixo preço da refeição. "Sai de casa cedinho e só vou voltar à noite. Agora o jeito vai ser comer um salgadinho mesmo."
Reunião
Durante a manhã de ontem os secretários de Agricultura, Gestão, Fazenda, Planejamento e Governo, além da Procuradoria Geral se reuniram para tentar uma solução. "Ainda não temos uma justificativa para um contrato emergencial, já que não posso dizer que alguém vá morrer de fome por conta do restaurante fechado. Alguns dos frequentadores nos disseram que se não tivesse o restaurante, comeriam em casa", afirmou Dias.
Ele disse que ainda na tarde de segunda-feira já havia sido divulgada a informação de que o restaurante estaria fechado e está sendo feita uma força-tarefa para que seja reaberto o mais rápido possível. Sobre a possibilidade de a prefeitura assumir as refeições, o secretário explicou que não há mão de obra disponível.
Dias também ressaltou que 90 dias antes do vencimento do contrato a secretaria já estava estudando a renovação e que, devido aos prazos legais de cada etapa, foi necessário encerrar as atividades sem que uma nova licitação fosse concluída.
O supervisor da Ação Social do Paraná, Adriano Luiz Ferreira, afirmou que no dia do certame a pregoeira deu por vencedora a empresa, sem contestação. "Todos os documentos foram conferidos na presença das outras empresas e não havia nenhuma irregularidade. Ficamos sabendo do rompimento do contrato ontem (segunda-feira), pela imprensa. Tínhamos ciência do término e havíamos pedido reajuste do valor da refeição, devido à alta dos alimentos. Agora estamos conversando para saber que atitude tomar", destacou.
O Restaurante Popular foi inaugurado em julho do ano passado e tem capacidade para atender cerca de mil pessoas diariamente.


