Restauração da ponte será avaliada
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terça-feira, 14 de agosto de 2001
Benedito Teles<BR>Enviado a Ribeirão Claro 
A Prefeitura de Ribeirão Claro (24 km a leste de Jacarezinho) está preocupada com o conservação do ponte pênsil Alves de Lima, que liga Ribeirão Claro a Xavantes (SP). A ponte sobre o Rio Paranapanema, tombada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico, foi restaurada pela última vez em 1985. De acordo com a prefeitura, a parte de madeira está desgastada e sofre com a ação de cupins. Projetos de restauração serão avaliados pelo Patrimônio Histórico.
Conforme o chefe de Gabinete, Fábio de Lucca, além da deterioração da ponte, a área apresenta problemas de ocupação irregular às margens do rio e deficiências no setor de segurança. Lucca diz que no lado paulista da ponte um posto policial foi desativado. ''O local apresenta perigo para os motoristas que fazem a travessia durante a noite.''
Segundo o secretário municipal de Turismo, Evaltenir Gonçalves Oliveira, em vários locais a madeira está deteriorada e os buracos estão ''remendados''. Oliveira admite que a prefeitura não tem recursos para obras de recuperação. Ele adianta que o município pediu auxílio para vários órgão governamentais, mas não foi atendido. ''Com o tombamento, acredito que poderemos ampliar a infra-estrutura do local'', diz o secretário, confirmando que cerca de dois mil turistas passam pela região toda semana. Após a construção de uma nova ponte, mais moderna, a prefeitura pretende utilizar a ponte pênsil somente com objetivos turísticos.
A curadora do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, Rosina Parchen, revelou que durante o processo de homolagação do tombamento serão definidos os responsáveis pela manutenção da ponte, que farão reparos e deverão elaborar um projeto completo de restauração. ''Toda a intervenção ou projeto implementado será avaliado pelo Patrimônio Histórico.''
Rosina também disse que a área que circunda a ponte será demarcada e que as ocupações irregulares, de ranchos e casas, deverão ser remanejadas ou retiradas. Em relação a segurança, ela explica que Ribeirão Claro poderá elaborar um projeto de aproveitamento turístico no qual podem ser avaliados todos os problemas.
A curadora alertou que o tombamento permite que a entidade responsável capte recursos para a execução do projeto de recuperação através da Lei de Incentivo a Cultura, do Ministério da Cultura, com o apoio da iniciativa privada. Rosina alerta que o processo de elaboração e execução do projeto é mais complexo por causa do tombamento.


