Restauração custaria até R$ 300 mil
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sábado, 26 de abril de 1997
Da Sucursal 
A depredação da Casa Ipiranga ocorreu um pouco antes do tombamento da construção. O pedido de tombamento foi feito pela Secretaria Estadual de Cultura e iria ser oficializado no final do ano passado, mas a destruição do local inviabilizou o processo.
A idéia era recuperar a casa e transformá-la em um espaço cultural, conta o coordenador do Patrimônio Natural do Estado do Paraná, Henrique Schmidlin.
Ele observa que o objetivo era tombar a casa para mostrar a importância histórica do imóvel e exigir a sua conservação. O tombamento gera o reconhecimento oficial do assunto e traz maior compromisso com o patrimônio.
Schmidlin explica que, como a Casa Ipiranga não havia sido tombada antes dos atos de vandalismo, não se pode exigir da Rede a restauração.
Segundo Schmidlin, a casa iria entrar no edital de licitação da RFFSA, mas foi retirada antes da negociação para facilitar o pedido de tombamento do imóvel.
O imóvel faria parte do projeto de conservação do Caminho Itupava, coordenado por Schmidlin. A Casa Ipiranga serviria um ponto de parada para turistas, com informações históricas sobre a construção e o caminho. Mas a depredação do local não estava nos planos. Agora, não sabemos o que fazer com a casa, lamenta o coordenador.
Arquitetos da Secretaria Estadual de Cultura fizeram a avaliação dos estragos no imóvel e concluíram que seriam necessários pelo menos R$ 300 mil para a reforma. O projeto do Itupava está sendo financiado pela fundação alemã WWF e tem um orçamento de R$ 700 mil, mas os recursos para a restauração da casa não estavam previstos. Segundo Schmidlin, parte da verba deve ser liberada até o final do ano.


