Responsável pelo
cartório eleitoral
nega as acusações
A chefe da 41ªZona Eleitoral de Londrina, Rosa Macagnan, afirmou à Folha de Londrina/Folha do Paraná não ter responsabilidades pelo desaparecimento do processo judicial movido contra o prefeito Antonio Belinati em 1998.
‘‘Eu apenas aceitei a entrada do processo e encaminhei, no mesmo dia, ao escrivão responsável. No cartório nós apenas fazemos a entrada’’, explicou Rosa Macagnan.
A chefe do cartório disse não ter idéia de como e nem onde ocorreu o extravio dos documentos. ‘‘Se soubéssemos, tudo já teria sido esclarecido. Estou aqui há 30 anos e nunca tive problemas’’, disse.
Segundo Rosa Macagnan, a servidora municipal Regina Amâncio estaria tentando obter ganhos políticos com a denúncia do extravio do processo. ‘‘Quem entrou com o processo e depois desistiu de levar para a frente foi o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv). Agora ela quer ganhar politicamente com isso’’, acusou a chefe da 41ª Zona Eleitoral.
Sobre a concessão dada para a exploração dos bares no Estádio do Café, Estádio Vitorino Gonçalves Dias e Moringão, Rosa Macagnan explicou que é mérito de seu pioneirismo. ‘‘Sou a única que trabalho no Café e no Moringão desde as suas inaugurações. Nem sempre foi maravilha como agora, com o estádio cheio, mas sempre estive lá, respeitando os torcedores’’, contou.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Gláudio Renato de Lima, confirmou a entrada e posterior desistência do processo. ‘‘Entramos com o processo a pedido de Regina Amâncio, mas desistimos depois de avaliarmos que não seria politicamente interessante’’, explicou o presidente.
Depois da desistência, o Sindiserv teria aconselhado Regina Amâncio a entrar pessoalmente com o processo na Justiça. O extravio dos documentos e das provas foi constatado justamente quando a servidora tentou restaurar o processo junto ao Fórum. (M.D.B.)

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