Pesquisa realizada por uma professora do curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina mostrou que conceitos de cidadania e responsabilidade social são conhecidos por jovens universitários, mas nem sempre são adotados na prática. Graças à pesquisa, a professora Lilian Aligleri, de 29 anos, disputa pela terceira vez o Prêmio Ethos de Responsabilidade Social, na categoria artigo de pesquisa.
  Segundo Lilian, o estudo descobriu que a universidade não contribui para que alunos ingressantes ou formandos mudem suas atitudes em relação à nova visão de mundo. ‘‘A universidade informa, mas não forma e é preciso repensar o papel da instituição.’’
  Foram entrevistados, no primeiro semestre do ano passado, 622 alunos de cinco universidades londrinenses, apenas uma delas pública. Não houve diferença de opiniões entre alunos de escolas públicas e particulares, entre ingressantes e formandos. O dado mais importante para a pesquisa assinalou que 72% dos estudantes decidem a compra pelo preço mais baixo, ‘‘sem se importar se a empresa usa trabalho escravo ou degrada o meio ambiente.’’
  A professora observou que a falta de atitude não é um comportamento típico só de brasileiros. E o desafio de mudar esta realidade não é apenas das universidades, mas também dos alunos e de toda a sociedade. ‘‘Precisamos de jovens informados e não conformados, que pratiquem ações mais efetivas. Não basta ter discurso, é preciso agir.’’


Conceito originário da Grécia clássica, atualmente engloba conjunto de valores sociais que determinam deveres e direitos de um cidadão

Não é apenas o cerceamento da liberdade mas inclui recrutamento, transporte, alojamento, alimentação e vigilância, que coexistem com maus-tratos, fraudes, ameaças e violências física ou psicológica

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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