A integração dos alunos com a música e com a diversidade cultural é o principal ponto positivo do projeto, de acordo com o educador musical Thiago Barcelos. ''A música é capaz de fazer a diferença na vida destes jovens. Ela dá um objetivo de vida, um encaminhamento. Acredito que este seja um instrumento para melhorar a vida deles porque exige disciplina e rotina'', afirmou.
Fátima Pereira dos Santos, que tem cinco filhos incritos no projeto, concorda. ''Meus filhos participam por opção deles e eu percebo que estão mais responsáveis e que cuidam dos instrumentos. Às vezes eles acordam bem cedo para ensaiar, eu apoio e faço questão de ir nas apresentações. É um projeto muito bonito que vale a pena'', destacou.
Luciana Galdino dos Santos tem a filha Daniela e o irmão Lucas inscritos no projeto. Ambos fazem parte da orquestra. ''Eles aprendem, se tornam mais cultos e mais disciplinados. É legal porque eles ensaiam juntos e acredito que esta seja uma grande oportunidade para os dois. É um projeto sério que merece visibilidae e apoio da comunidade'', disse.
Miguel Vinicius Guimarães, dez anos, toca trombone na orquestra. Para a mãe, Gislaine de Oliveira Guimarães, a principal diferença no filho foi em relação à concentração. ''Percebi que ele está mais atento a tudo, além disso considero uma grande oportunidade porque eu e meu marido não teríamos condições de comprar o instrumento e pagar aulas para ele'', explicou.
Para o diretor do projeto, Gelson Batista de Alcântara, a emoção ao assistir as apresentações dos alunos é muito grande. ''Era algo que não existia e que se tornou realidade. Não tem dinheiro que pague a alegria destas crianças''. (M.A.)

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