Criado em 2003 pela Secretaria Municipal de Saúde, o programa Respira Londrina, que atende pacientes asmáticos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é uma referência no tratamento de asma no Brasil. Os responsáveis pelo programa, que prestam assessoria para o Ministério da Saúde, comemoram o número de atendimentos mas reconhecem que o programa deveria atender muito mais. Desde a implantação, um total de 5.510 pacientes foram avaliados em 38 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Londrina, quando a expectativa era de 15 mil pacientes.
De acordo com o pneumologista Alcindo Cerci Neto, responsável pela implantação do Respira Londrina, a institucionalização do programa através do Projeto de Lei 101.2009, que tramita na Câmara de Vereadores, vai garantir a continuidade de atendimento.
Hoje os profissionais das 58 UBSs de Londrina estão capacitados para atender pacientes com asma. O programa capacita médicos e enfermeiros e treina agentes comunitários para buscar junto à comunidade os pacientes com a doença. No total, foram capacitados 84 equipes do Saúde da Família, 138 médicos, 162 enfermeiros, 218 auxiliares e 412 agentes comunitários. O tratamento inclui o fornecimento gratuito de medicamentos.
Dos 5.510 pacientes avaliados pelo programa, a maior parte está concentrada na Zona Leste, provavelmente por apresentar maior índice de poluição. Desse total, 82% são de casos de asma persistentes, quando o paciente necessita de acompanhamento. Os números também indicam que 62% dos pacientes aderiram ao programa, quando a média nacional de adesão é de 15% a 40%.
O programa ainda conseguiu reduzir o número de nebulizações de 144 mil para 92 mil em menos de dois anos e o número de consultas com especialistas de 518 para 186 casos. Isto implicou também na redução do tempo de espera na fila para atendimento, que baixou de seis meses para três semanas. Na atenção terciária (hospitais), desde a implantação do programa o número de pacientes por 100 mil habitantes caiu para 53. ''Isso significa que melhorando o atendimento nas Unidades Básicas diminui o número de internação'', observa Cerci Neto. Hoje, o tempo médio de internação é de 3,3 dias, a maior parte crianças e idosos.

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