Uma conquista do programa educativo que impressiona as pessoas que chegam a Brasília é a obediência às faixas de pedestres. Mesmo nos cruzamentos onde não há semáforos, os pedestres usam as faixas com total segurança. Os motoristas, por incrível que pareça, obedecem ao direito do pedestre. Um a um, os veículos vão parando até que o pedestre termine a travessia.
‘‘A obediência às faixas de pedestres é uma consequência das medidas. Percebemos também que as pessoas gostam de ser dirigidas. Se existe a sinalização disciplinando o trânsito, as pessoas obedecem’’, garante Simões. Uma ampla campanha de conscientização feita pelo Detran, onde aparecia o pedestre sinalizando com a mão que desejava atravessar a faixa contribuiu para que motoristas colaborassem.
No início, segundo Simões, o número de acidentes com batidas traseiras foi elevado. ‘‘Os acidentes aconteciam porque o primeiro carro parava para o pedestre atravessar a faixa e os que vinham atrás acabavam batendo. Agora isso não ocorre mais, porque os motoristas estão mais atentos e a obediência passou a ser contagiosa’’. O sucesso das medidas, ainda segundo Simões, dependem de dois fatores fundamentais: boa sinalização antecipada - avisando que a avenida tem radares, lombadas eletrônicas e faixas para pedestres - e credibilidade do sistema. Segundo ele, as multas só são aplicadas quando há 100% de chance de identificação do veículo infrator. (L.P.)

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