Segundo Walquíria Gomes, diretora do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional da Secretaria Estadual de Educação (Seed), 19,8 mil alunos estão no ensino comum no Estado. Há também aqueles que frequentam as escolas de educação básica na modalidade de educação especial, como Apaes, e que são ponto de controvérsia, já que não promovem o contato com crianças ditas ''normais''.
''São crianças que requerem atenção individualizada nas atividades do dia a dia. O Estado entende que essas escolas são necessárias, pois respeitam o tempo de cada um, além de ter um número reduzido de alunos por sala'', destaca. Ela explica que, além do atendimento pedagógico e educacional, também há convênio com a Secretaria de Saúde, por isso são vistas como primeira opção dos pais, pois garantem o atendimento necessário a criança em um só lugar. ''A escolha pela educação especial é dos pais. A inclusão está caminhando, talvez nesse momento a escola especial ainda seja o melhor para algumas crianças.''
Vânia Regina Pelissom, do Núcleo Regional de Londrina, explica que a educação inclusiva é muito particular, conforme a necessidade de cada aluno. ''Os professores são capacitados conforme os alunos chegam à escola. Não adianta capacitar o professor para braile, se ele não tem o aluno com essa necessidade, porque se não pratica acaba esquecendo'', justifica. (E.G.)

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