Resistência é vencida com diálogo
Quase todos os presos participantes do trabalho de embalagem de camisinhas reconhece que, ao entrar na PEL, tinha resistência em ouvir conselhos sobre saúde ou higiene. ''É difícil chegar a um lugar como este e ter que ouvir ordens, obedecer estranhos'', explicou Altemar Franscisco. Ao mesmo tempo, todos admitem: com conversa e companheirismo, esta resistência é, aos poucos, vencida.
O próprio Altemar conta ter deixado a insegurança de lado para participar da comissão de saúde da PEL. ''Me aproximei por curiosidade e hoje sei da importância deste trabalho aqui dentro'', afirmou. ''Tanto que já estamos planejando outras atividades além do que fica restrito ao educativo'', citou.
Entre estas atividades, estão oficinas de música e a ampliação dos serviços de barbearia e dos exercícios físicos, além do desenvolvimento de um projeto para atendimento de alcoólicos e usuários de drogas. Para isto, os internos contam com a ajuda da comunidade. ''Sabemos das dificuldades do Estado em nos fornecer material como instrumentos musicais, aparelhos de barbear ou bolas de futebol. Por isto estamos fazendo um apelo à população: quem puder nos ajudar doando qualquer uma destas coisas vai ter a nossa gratidão'', afirmou Jonas Silva.
De acordo com os internos, qualquer material que possa ser utilizado em atividades de barbearia, em esportes ou aulas de música será útil para as oficinas que eles pretendem implantar. As doações podem ser encaminhadas para a própria PEL. (A.M.)





