Mesmo debaixo de uma chuva incessante, 229 homens e mulheres participaram sábado em Londrina das provas de aptidão física para a segunda fase do concurso de bombeiros do estado. Depois de passarem pelas provas de corrida, bastão e barra nos dias anteriores, os condidatos tiveram que enfrentar ainda mais quatro provas específicas: corda, mergulho, nado livre e transposição, espécie de barra suspensa. Cerca de 11 mil candidatos prestaram a prova escrita, mas apenas mil e duzentos foram convocadas para os testes. Há 400 vagas para todo o Paraná. Em Londrina, são 45 vagas.
Segundo o porta-voz do 3º Grupamento de Bombeiros, tenente Rodrigo da Costa Teixeira, os testes são eliminatórios. ''Caso o candidato não passe em uma das provas, está desclassificado. Ou a pessoa está apta ou não'', acrescenta. Conforme ele, o teste que mais elimina candidatos é o da corda. ''Apesar de ter duas chances, podemos observar a dificuldade da prova. O homem deve subir três metros, já as mulheres, dois metros, sem o auxílio das pernas''
Passando pelo teste da corda, o candidato teria ainda que mergulhar 3,5 metros numa piscina e pegar três bolas no fundo de uma só vez. Em seguida, nadar 50 metros em até um minuto e meio. Já na última prova, o candidato deveria andar por uma barra suspensa de 15 centímetros de largura por seis metros de extensão a uma altura de também seis metros. ''Os testes avaliam o condicionamento, força física e situações de fobia'', observa. Quem passar por todos estes teste, já é considerado soldado de 2 classe e inicia o curso preparatório. ''O curso deve começar em meados de maio ou junho e tem a duração de nove meses'', comenta o porta-voz.
Candidatos
Depois de reprovar no teste da corda, Diana da Silva Piveta, de 26 anos, disse que o mais difícil foi segurar o peso do próprio corpo. ''Apesar da dificuldade, achei a prova justa. Se queremos desempenhar a mesma função, o teste deve ser igual para todos.'' Única mulher aprovada na corda até o final da manhã de sábado, Caroline dos Santos, de 24 anos, comenta que estava treinando há dois meses. ''Muitas pessoas deixam para última hora. A preparação com antecedência é fundamental'', disse.
Aguardando pelo último teste, Alexandre Christofoli, de 27 anos, estava otimista com a prova de transposição. ''Depois da corda, que exige muita força, acho que as outras provas são mais tranquilas. Porém, além do preparo, na barra, por exemplo, é preciso ter o fator psicólogico em equilíbrio e principalmente concentração.''

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