Tijolo por tijolo, os homens ergueram cidades onde antes dominava a natureza. Para comprovar seu engenho, ocuparam cada pedaço de chão com concreto e argamassa, tijolo e cal, asfalto e pedra. Cientes de seu poder, agiram como se fossem os únicos ocupantes vivos do planeta que compartilham com milhões de outras formas vivas. Indiferente à vã filosofia que sustenta essa supremacia, o arbusto cresce entre o cimento e a cal. Longe da terra, mas perto do sol, uma semente perdida resistiu e venceu. Solitária, a pequena árvore relembra aos homens da selva urbana o milagre simples da reprodução da vida.

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