Enquanto o impasse dos quimioterápicos não é resolvido, novas alternativas devem surgir pelo menos para minimizar o problema geral do lixo hospitalar, que já chega a um total de 24 toneladas diárias, entre orgânico, reciclável e perfuro-cortante. A primeira etapa veio com os caminhões incineradores, alvo constante dos ambientalistas preocupados com a fumaça expelida por eles.
A segunda etapa deverá ser implantada nos próximos 60 ou 90 dias. O estudo é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que deverá instalar em Curitiba uma espécie de central de tratamentos. ‘‘As pessoas estão falando no microondas porque é o sistema mais conhecido’’, explica Sérgio Tocchio, secretário municipal de Meio Ambiente. ‘‘Mas na verdade, como o serviço será terceirizado, estamos esperando que a empresa nos apresente as diferentes alternativas’’.
Tocchio explica que há várias tecnologias para o tratamento dos resíduos hospitalares. Entre eles os chamados caminhões auto-clave e os sistemas de bombardeamento de moléculas patogênicas.‘‘A principal vantagem é que eles não produzem resíduos líquidos ou gasosos, o que acaba protegendo o meio ambiente’’, diz o secretário. ‘‘Em compensação teremos um custo muito mais elevado. Se com as valas sépticas gastávamos R$ 250,00, com o mais barato destes sistemas deveremos gastar algo em torno dos R$ 900,00 por tonelada’’, acrescenta.
Já para o lixo quimioterápico, a única solução a curto prazo pode ser mesmo a construção de mais uma vala séptica, novamente como medida paliativa.(V.A.)

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