Maringá - Médicos residentes podem ficar sem receber salários de dois meses já trabalhados no Hospital Universitário (HU) de Maringá. São 11 residentes da nova turma deste ano que prestam atendimento no hospital desde o início de março. Como o Ministério da Saúde demorou na autorização de uma suplementação de R$ 30 mil mensais destinados aos médicos residentes, o dinheiro vai servir para o pagamento somente a partir deste mês.
Segundo o coordenador da Comissão de Residência Médica do HU, Orlando Prado, os recursos não retroagem e por isso os residentes não têm perspectivas de pagamento dos meses de março e abril. Prado afirma que será necessário abrir uma frente de negociação com a superintendência do HU e com a própria Universidade Estadual de Maringá (UEM) para chamar a atenção dos órgãos estaduais.
O dinheiro é enviado pelo Ministério da Saúde através do Financiamento de Desenvolvimento de Ensino e Pesquisa (Fideps) para a Secretaria Estadual de Saúde. Prado diz que os residentes começaram a trabalhar em março com a proposta de que começariam a receber em maio. ‘‘Como o trâmite do processo demorou, o Ministério da Saúde publicou a suplementação de verba no Diário da União somente em março, mas a Secretaria de Estado ainda não repassou o recurso’’, afirma o coordenador. Mesmo que o Estado encaminhe o dinheiro, o montante valerá para pagamentos de maio.
No total são 18 residentes nas áreas de clínica médica, cirúrgica, ginecologia e obstetrícia, pediatria, dermatologia e psiquiatria. A turma do ano passado é de sete médicos, cujos salários também estão atrasados, mas não há problemas no envio de verbas. Os 11 residentes deste ano afirmam que não pretendem paralisar os serviços, mas podem acionar o Conselho Nacional de Residência Médica para um pedido de providências.
Os residentes atuam nos plantões noturnos, na enfermaria e ambulatório. Em média, eles recebem cerca de R$ 1,5 mil mensais, além de um auxílio moradia de R$ 100,00.

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